quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

UM GRITO DE ALERTA

“Porque, se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha?” (I Coríntios 14: 8).

Quantas pessoas hoje freqüentam os cultos em busca de uma palavra da parte de Deus para seus corações e voltam para suas casas vazias e frustradas? Milhares delas buscam nos púlpitos das igrejas em cada culto, uma palavra ungida, que seja apropriada à necessidade dos seus corações, uma mensagem inspirada que as ajude a enfrentar o labor e as adversidades do dia-a-dia de suas existências neste mundo.

Muitos pastores atrelados ao cotidiano dos negócios maculam a santidade do altar com vidas transviadas, fazendo com que suas oratórias sejam inócuas ou ineficazes. Outros elaboram mensagens como homilia dogmatizada em estilos hermenêuticos próprios sem nenhuma autoridade divina nem inspiração. Esta triste constatação de nossos dias leva ao desmonte de muitas seitas e igrejas modernizadas ao gosto da massa contribuinte. Mas a Bíblia garante que as portas do inferno na prevalecerão contra a verdadeira igreja de Cristo. (Mateus 16: 18).

Ora, se a igreja de Cristo jamais será vencida, que igreja é essa que tem caído diante do mundanismo, da mistura doutrinária, do ecumenismo, da facilitação conjugal e etc.? Isto não significa dizer que a igreja verdadeira está naturalmente isenta de contaminações, não, em absoluto estamos dizendo isso. Onde habita o homem, também habita o erro, dado à nossa debilidade humana e a nossa natureza carnal pecadora. Todavia, Deus vela por sua igreja, o que então dizer dos pastores apostatados que ocupam os púlpitos de muitos templos hoje em dia? As “portas do inferno” representam Satanás e todo o mal que há no mundo que diuturnamente conspira contra o triunfo dos verdadeiros servos do Senhor.

A apostasia reinante nas igrejas tem permitido à Satanás agir com liberdade entre os eleitos de Deus procurando roubar-lhes a paz e a alegria da salvação. Muitos, como sonhadores lúdicos depois de lutar por muito tempo se cansam e param de insistir, permitindo que as igrejas se tornem mornas, apáticas e inoperantes. Outras horizontalizam suas ações tornando-a uma casa de eventos sucessivos onde os cultos já não têm Deus como objetivo e sim os próprios membros e convidados. A satisfação pessoal passa a ser prioritária em relação à verdadeira e espiritual adoração devida ao Criador.

Embora tenhamos plena consciência de que a igreja jamais será destruída, fica o alerta aos chamados para sacerdotes do Deus Altíssimo e que descambaram em servir a “Mamom” (riquezas); isso pode lhes custar à própria salvação, além de graves conseqüências quando Deus lhes pedir contas do rebanho do qual lhes confiou o pastoreio. Amados, pensem nisso!

sábado, 9 de agosto de 2008

Deus abençoe os justos!

Justeza é uma característica intrínseca dos que andam virtuosamente no Espírito, fazendo de coração a vontade de Deus, Ele se compraz com o justo, mas, não tolera o iníquo. Diz o salmista: “Porque tu não és Deus que tenha prazer na iniqüidade, nem contigo habitará o mal. Os loucos pararão à tua vista; aborreces aos que praticam a maldade” (Salmo 5: 4 e 5). Quando orarmos a Deus, devemos ter em mente três coisas básicas para a eficácia da oração.
Precisamos crer que Deus nos ouvirá e atenderá a nossa oração; e por esta certeza, nós nos manteremos firmes até a resolução de todos nossos pleitos. Oraremos desde o amanhecer até o anoitecer; a cada dia renovando nossa confiança e nossa fé inabalável no Senhor nosso Deus. E, por fim, vigiaremos com toda capacidade de nossa consciência; porque a resposta de Deus virá a Seu tempo, momento este, que não nos foi dado a conhecer previamente. Durante todo o tempo devemos procurar as evidências da resposta de Deus e O louvar.
Sabedores de que Deus aborrece os ímpios e os malfazejos, resta-nos policiar a nós mesmos de tal forma a não permitir que os nossos pés tropecem ou caiam em laços inimigos, mantendo-nos firme em briosa altivez para não perdemos o já conquistado em nossa caminhada. Cada conquista é uma vitória, cada vitória é mercê de Deus; tributemos por isso, louvores ao Senhor doador e provedor da vida! Enquanto possuímos vida e vitalidade, esforcemo-nos para servi-lo. “Porque na morte não há lembrança de ti; no sepulcro quem te louvará?” (Salmo 6: 5).
O favor do Senhor cura o corpo e sara a alma, o favor do Senhor faz levantar o trôpego do charco de lodo e firma o vacilante que já não tem esperança nem alegria, o favor do Senhor é infinito, renovável e misericordioso, por esta razão não seremos consumidos. Cada amanhecer é como um sorriso do Criador e, naturalmente um convite à felicidade, assim como desde o alvorecer até o por do sol o são o derramar de torrentes abençoadoras sobre os que conclamam a Deus com zeloso amor e dedicada gratidão.
Como sabemos o mal não é algo abstrato ou imaginário, o mal são todas as ações que conspiram contra a vontade de Deus. Deus, não apenas rejeita o mal como também lança fora os que o praticam, porque jamais terá o culpado por inocente. Deus ama o pecador, estende-lhe a mão de bondade, apresenta-lhe a remissão da cruz, porém, jamais transige com o contumaz e o replicante. O Salmista em sua imprecação deixa nítido o desejo de que a justiça prevaleça a benefício do inocente, sendo em contrapartida disso, castigo aos seus inimigos. Como crentes, devemos compadecer dos perdidos, mas, sobretudo, cuidar dos domésticos da fé.

Vida de universitário é uma viagem.

Preparando-me para embarcar na vida universitária precisei recorrer a algumas informações preciosas que havia deixado no baú da memória há muito tempo atrás. De início a definição pela vida acadêmica me trouxe a lembrança o compromisso sistemático e o pragmatismo da vida estudantil e da disposição contemplativa mínima para absorção de novos conhecimentos.
A disponibilidade para freqüentar os bancos escolares, fazer pesquisa, trabalhos complementares, estágios, e tantos outros compromissos do alto do meu primeiro meio século de vida me fez relembrar as agruras do período de infante, há décadas passadas e da avidez pelo novo e pelo descortinamento rápido do futuro, mesmo que incerto. Como barco sem leme a singrar mares bravios me pus a remar rumo a um porto seguro ou, ao menos a uma bóia que pudesse me orientar e me renovar às esperanças.
Foi assim que cheguei até a Universidade Estácio de Sá para um exame de vestibular para o curso de graduação em Direito no ano de 2004. O vislumbrar da possibilidade de embarcar nessa nau de incertezas e curiosidades foi como contemplar uma conversão religiosa com tudo o que se faz necessário para a caminhada por um caminho radicalmente diferente e que exige postura, seriedade de propósito, além do desejo e disponibilidade para mudar o curso natural da vida em corajosa determinação de objetivos.
Algumas qualidades de primeira necessidade e imperativa atitude definiram precisamente a decisão e a determinação de embarcar na vida universitária como uma viagem sem volta, que no mínimo modificaria para sempre o meu “status quo”, e, que certamente afetaria todo o meu ser, minha maneira de pensar, de valorar, de discernir e enfrentar os desafios do presente a continuidade e o incremento deles no futuro.
Romper a inércia costumeira da vida em contraponto com o comodismo natural foi, talvez a primeira grande barreira a ser vencida. Vencer os conceitos e os pré-conceitos foi a seguir o próximo degrau da escalada universitária e dia após dia subindo a escada quebra-peito da embarcação finalmente embarquei na vida universitária em uma viagem de esperanças e expectativas sem fim.
As convicções alinhavadas e o desejo intrínseco de conquistar minha primeira graduação do terceiro grau foram fatores determinantes para a minha viagem e mesmo sofrendo solavancos e percalços próprios de uma jornada dessa estirpe, depois de vencida a expectativa expressa e em alguns casos tácita da família me vi novamente como um escolar de uniforme e pasta de cadernos de dia em dia no horário aprazado chegando à Universidade, me dirigindo à sala de aula disfarçando a ansiedade natural de um graduando, ainda que meio fora do contexto temporal.
Jovens por toda parte, alguns ainda imberbes e outros tantos mal saídos da adolescência que também não disfarçavam a curiosidade de saber o porquê um aluno na minha idade ainda pensava em advogar, fazer concurso público ou, talvez pensassem eles o que pretendem estes senhores a esta altura do campeonato, com a partida definida, o jogo ganho, a maioria dos meus pares já tinham vida conjugal e profissional definidas, estabilidade financeira e etc., o que estariam fazendo, ao invés de ver televisão ler um livro qualquer e aproveitar o merecido descanso que a idade lhes confere?
A seriedade, o desejo de mudar e a determinação, que são coisas formidáveis, faziam fervilhar o burburinho intelectual e empurrava-me cada vez mais rumo à viagem estudantil universitária. E, ainda que me parecessem crucial e espinhosa a vida universitária ela por si só me encantava e me fazia sentir gana de descobrir o mistério da ciência do direito e explorar seus ditames, quem sabe até expandir seus limites reinventando a justiça e fazendo talvez, quem sabe, a correção de todos os erros que conhecemos.
A possibilidade de explorar os conhecimentos no ramo que afeta a todos os seres humanos e a própria vida planetária me fez entender que a vida universitária seria uma viagem de conquistas e não apenas o cumprimento frio e acadêmico de uma vocação profissional. Decorre daí a transcendência da profissão de fé e o credo universitário de que todas as coisas são possíveis aos que sabem viver e estão em sintonia com a ciência em toda sua abrangência, coroando os desejos e a mente fértil com idéias profundas e ricas percepções que ao longo da viagem se tornaram crenças indestrutíveis de que se pode construir a verdade e assegurar o direito ao contraditório em todos os segmentos da vida humana no planeta terra.
A frase “vida de universitário é uma viagem”, está para a religião no mesmo patamar de possibilidades e fundamentos, isto é, tudo é uma questão de fé. Ou seja, é uma trama de idéias e conceitos profundos que alimentam ricas percepções, que ao longo do seu curso vão ampliando as possibilidades, mitigando dogmas e tecendo novos desafios, onde o inusitado torna-se utópico e esse, com o passar dos dias exeqüíveis; a despeito de sua complexidade.
A universidade é uma fonte de ideais supremos que dignificam os mais exigentes padrões do mundo civilizado, entre eles o sistema de jurisprudência; a estatura da Ética e do Moral, a noção do certo e a indubitável execração do torpe, idéias e instituições se confundem nessa analogia, onde nenhuma, nem outra são menos importantes, principalmente quando se trata de conglomerados públicos que afetam a vida planetária e a todos nós.
Mas do que uma viagem a vida universitária é a possibilidade de um descortinar da visão de mundo, onde o domínio e a cultura de cada povo devem e podem ser respeitados sem que ninguém tenha que ser privado de sua liberdade e nem colocar em risco a vida e a integridade física, muito menos ter cerceado o seu direito de pensar, falar, ir e vir, e, acima de tudo, ter uma lavra na fronte a cada novo dia que desponta no horizonte.
A vida de universitário é uma viagem de possibilidades ilimitadas e ricas, é mais que fazer uma declaração de fé e confiança no amanhã. Pois, ela possibilita sonhar o sonho dos destemidos e refletir brava e afetuosamente sobre o novo ordenamento mundial dentro de uma visão holística, e ao mesmo tempo, realista. A grandeza do homem quando se depreende do seu egoísmo visceral e se coloca na dimensão do conhecimento pode agigantar-se tornando sua convicção inabalável, fazendo-o compreender que dias melhores virão com fé em Deus. Esta é a viagem da minha vida de universitário.
- Eis aí a minha verdade!

José Alencar Lopes
– Faculdades Mauricio de Nassau – Recife/PE
Data de nascimento: 18/03/1954